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domingo, 2 de outubro de 2011

VOCÊ PRECISA CARREGAR À CRUZ, NÃO SUA CRUZ

        O Apóstolo Paulo nos diz:

        "Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem metas; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu meso a ser desqualificado" I Co 9.25-27

             É algo bastante comum, hoje, vermos pessoas dispostas a viverem humanamente como atletas profissionais. Ou seja, são pessoas que em tudo se dominam: dormem bem; comem tudo quanto é saudável e ainda suplementam com todo tipo de "fórmula mágica"; não depreciam o corpo com nada que não seja "natural"; não se submetem a esforços que não sejam ligados ao esporte; renunciam relacionamentos; o convívio com aqueles que amam; o conforto do lar e muitas vezes à própria vida. Quantos testemunhos não ouvimos de tantos atletas de auto-nível que, no ápice da forma ou mesmo, logo após a aposentadoria, se veêm acometidos com toda sorte de patologias, muitas delas, os levam a convalescer em leitos de hospitais até que finalmente tragam-lhes a vida.
            O que de fato é triste em tudo isso, é que todo este esforço é para conseguir algo que é tão fácil: Um passaporte só de ida para o inferno.
             Ou vocês acham que a ambição de satanás em incutir na mente dessas pessoas tanta futilidade (corpos impecáveis, fama, dinheiro, status, luxúria) é para torná-los felizes e populares. Meu querido, se você pensava assim ele enganava até você!
             Tudo isto é corruptível, ou seja, tem aparência de bondade, mas, no final é um abismo que arde com fogo e enxofre. Creio, veementemente, que somos mais excelentes que isso. Porque, a coroa pela qual lutamos não é, nem de longe, corruptivel, mas imarcessivelmente incorruptível, gloriosa. É por esta coroa que Paulo nos incita a lutar. Entretanto, não como temos visto as pessoas fazerem hodiernamente. Pois, esta luta que temos visto em nada glorifica a Deus. Temos, a bem da verdade, percebido em nosso campo de batalha um exército medíocre, formado por pessoas (em sua maioria voláteis) que lutam sem qualquer tipo de meta. Pessoas que apenas estão na igreja, mas que na verdade nunca se identificaram com as agrúrias sofiridas pelo nazareno. Para estas pessoas, basta a primeira moda insurgir-se que, lá estão elas no hall dos alienados que caminham aos borbotões sobre a batuta asquerosa das ardilosas estratégias de satanás.
            Como é triste perceber pessoas que num momento são como sansões espirtuais com uma queixada de jumento na mão (com tantos projetos ...), e, que "bem" pouco tempo depois convalescem humilhados nos braços da nova tendência do momento, a sórdida Dalila.
            Pessoas assim não possuem qualquer tipo de perspectiva. Não sabem o que fazem na igreja. São apenas levados por ela como são levados por qualquer outra coisa. Pessoas que merecem o inferno porque, simplesmente, não querem o céu.
           Contudo, os servos verdadeiros não teram este fim. Porque já viram a cruz ensanguentada, já experimentaram o calor do verdadeiro combate pelas almas dos homens, já choraram aos pés da cruz por uma alma agonizante que cambaleava para o inferno. Já saquearam o submundo das trevas, envergonharam demônios, venceram batalhas, sangraram nos campos. Tornaram-se, arquiinimigos das potestades e principados, dos dominadores deste mundo tenebroso, das hostis espirituais do mal nas regiões celestes. Você acha mesmo que quem é assim, vai, de repente, retirar a armadura de Deus, o cinto da verdade, a couraça da justiça, os sapatos da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé e a espada do Espírito; para simplesmente deitar-se na lama do chiqueiro de satanás. Você só pode estar maluco.
           Nós somos do Exército do Grande Rei, defendemos as almas dos indefesos (incrédulos que precisam de ajuda), habitamos na Grande Jerusalém (o cálice de tontear, a Cidade de Davi), e lutamos por uma causa que transcede todo entendimento. Já escolhemos o nosso destino, já ultrapassamos a última fronteira, não da mais para voltar, o exército avança e todo aquele que fica para trás será feito presa dos exércitos do demônio, nosso inimigo mortal. Para nós, os que amamos e jamais abandonamos os nossos, só nos resta esperarmos a última batalha, completarmos a nossa missão e morrermos por Ele. Só assim voltaremos para casa. E só assim!
           Mas, tudo isso, foi apenas para lhes mostrar que nossa batalha não é para qualquer um. Por isso que o Senhor quando nos chamou nos disse que não teria volta. Vai quem quer. Nós aceitamos. Não obstante, alguns de nossos soldados; por medo da batalha e por mais medo ainda de voltar. Estão tomando outra estratégia. É exatamente sobre ela que gostaríamos de falar, tudo o mais foi só uma introdução. Então, qual tem sido essa nova estratégia. Vejamos:


             A nova estratégia é começar o combate como todo mundo começa. Carreagando a própria cruz. Algumas pessoas até começam bem. Observem, todas as cruzes são exatamente iguais. Todos estão embuídos de um mesmo ideal, lutam com um único objetivo: glorificar a Deus, caminhar para o Céu e salvar os perdidos.
            Contudo,
           Quando a luta vai tomando forma, algo que geralmente ocorre quando temos que provar, verdadeiramente, de que lado estamos; as coisas começam a mudar. Atente para o fato de que restam poucos que continuam firmes, boa parte já ficou para trás por causa da novela, do namoro, do emprego, da universidade, dos amigos, das modas e de todas as outras futilidades da vida. Foram seduzidos pelo erro de Balaão, e agora, mesmo que não saibam, estão como prisioneiros nas masmorras de satanás. Soube que na cidade de Campina Grande, PB. Ele mantém uma de suas masmorras no bairro do Catolé. Não é lá muito grande nem possui tantos atrativos, mas, muitos ex-combatentes estão presos lá, entre uma praça de alimentação brega e um supermercado careiro. Vai entender? Olha só, nosso companheiro tá meio que desmotivado, sente a falta dos inergúmeros que andavam com ele no passado. O que será que vai acontecer?
             Há, como eu não pude disconfiar!
             O número de pessoas diminuiu por conta dos que mal começaram já foram derrotados. Assim, os que restaram começaram a receber mais oportunidades para trabalhar. Tais como: pregar, evangelizar, cantar, encenar, liderar [...] coisas do tipo. Resultado. Acharam que eram alguma coisa e começaram a arrogar para si status de pop-star. São aqueles que mal conhecem o peso da ferramenta já se sentem profissionais. Em sua maioria, ainda nem fizeram nada de tão significativo. Alguns deles nem se dão conta de que, as vezes, sua outrora tão sonhada oportunidade foi fruto de falta de opção. É, penso ser duro para o Senhor conviver com tantas estrelas no seu exército. Talvez seja por isso que muitas delas também ficam para trás. Esse aí, por exemplo, é; esse aí da gravura, já está tão inebriado pela glória do púlpito e do microfone que se acha no direito de questionar o tamanho de sua cruz. A pressão do mundo também produz esse esfeito, olha só para o que ele tem na mão.
           O nome disso não é serrote. É tapinhas nas costas, coisas do tipo: você é o cara! É com este tipo de ferramenta que questionamos a gloriosa cruz.
           O que ele vai fazer com isso?
          Bem original!
            E eis que tudo se fez novo, e morto!
           Alguns pastores já experimentaram esta estratégia. Muitos gostaram tanto, que aconselham suas ovelhas a tomarem esta atitude de fé (?) também, afinal, para que sofrer?
           Observe que pular, correr e gritar é bem mais fácil assim. Estar na igreja e no mundo ao mesmo tempo também.
          Neste momento eu abro prerrogativa para seus questionamentos. Ora, eu posso estar exagerando, não é mesmo?
         Aproveita, e olha o tamanho de sua cruz. Só por precaução! E, se, de fato você realmente questionou; eu te respondo: Não estou exagerando!
         Próxima etapa?
             Ha haammm... Olha o pessoal que continua com a cruz original. Então é aqui que eles estão! Que lugares pobres e igrejas chatas, os países mais parecem lixões. E quanto sofrimento. Este, definitivamente, não é o meu lugar, afinal, eu sou descolado, popular, desenrolado, e, acima de tudo; sou a nova geração dos filhos do rei (minúsculo de propósito), mereço coisa melhor (tipo uma masmorra de satanás, pois é neste ponto que elas aparecem) não quero ficar junto com estes chatos aqui. Isso não é para mim.
           Eis a solução!
            Tcharaaammm...
            Isso, é o que se pode chamar de desenrolado. E que evangelho! Olha só a carinha de espiritual que ele têm. De acordo com as últimas pesquisas este é o perfil de servo de mais da metade das igrejas de confissão evangélica no Brasil. E é quase que a totalidade das igrejas na Europa. Que lástima. Ou, para alguns, que bom ... [...]
           Mas, como estas igrejas formadas por estas pessoas tem se desenvolvido? Como o exército do Senhor tem se comportado tendo estas pessoas nas linhas de combate? Boa pergunta! Olha só!
            Prova! Que Prova? Luta! Que luta? Cruz! Que cruz?
           Tá louco, isso não é para mim! Não é isso que a Bíblia quer dizer! Jesus é bonzinho e ama todo mundo. Esta história de carregar a cruz, e renunciar a tudo, e viver para glória de Deus é coisa do passado. O evangelho agora é outro. O mundo mudou, por que o evangelho não mudaria? Sai dessa!
          -- Quer saber: troca de anjo, determina o fim da maldição hereditária, exija um carrão e uma casa a sua altura de filho de Deus, faz uma tatuagem, põe um piercing e manda ver na malandragem, gospel heim!!!
          E assim, finalmente, todos chegam ao fim do penoso caminho. Agora, são dois grupos. O primeiro, que chegou bem a frente; é formado por aqueles que deram uma "ajudinha" ao Senhor e macularam suas vidas e suas cruzes. Os prisioneiros de satanás.
          Lá ao lonje, distantes, apareceram em grande número pessoas provenientes de todos os povos, tribos, linguas e nações. Estavam exaustos, machucados, seguravam-se uns nos outros e se apoiavam mutuamente. Mas, em momento algum, permitiam que alguém nem ao menos tocasse em suas respectivas cruzes.
            "São estes os que vem da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do Trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda a lágrimaAp 7.14-17
            Quando, finalmente, todos chegaram. A surpresa:
         E agora?
            "os homens serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder" I Tm 3.2-5
            Isso lembra alguma geração?

            Meu Deus. Que patético!
            Muitos homens e mulheres e um número alarmante de jovens estão caminhando na igreja para terminarem assim.
            [...]
            Ou você é do nosso exército ou não é. Se decida agora!
            Por que...
               "Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
                Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coias às igrejas. Eu sou a Raiz e Geração de Davi, a brilhante Estrela de manhã" Ap 22.17

               Eu espero, de todo o meu coração, que você esteja lutando no exército certo. E da maneira certa. Salve sua vida. Seja crente!

               Não basta carregar uma cruz. Precisa ser à cruz!

Att,

IBPC, Médici.
JUBRAC, fazendo a diferença!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ATÉ ONDE SUA FÉ PODE CHEGAR?

Estamos vivendo tempos em que as pessoas buscam, apenas, as bênçãos de Deus e se esquecem de buscar o Deus das bênçãos. Sabemos o quanto é fácil buscar ao Senhor quando o celeiro se encontra repleto e quando todas as contas se encontrão quitadas. Todavia, nos esquecemos de buscar, confiar, e, acima de tudo; depender do Senhor nos momentos de adversidades. Muitas vezes, nos esquecemos que temos um Deus que nos ouvi; basta apenas que venhamos a orar – o que é muito difícil nos tempos atuais. Nós, os que afirmamos ser filhos de Deus, temos nos esquecido de colocar nossa confiança no nosso Pai, vindo a confiar em empregos, patrões, auxilio de familiares etc. Temos esquecido que Deus é dono do ouro e da prata. Além do mais, sabe o que tem faltado fazermos em nossas vidas? Simplesmente dobrarmos nossos joelhos e clamar a Deus, e termos FÉ em nossos corações.
A Bíblia nos mostra diversos exemplos de homens de fé. Pela ordem, podemos nos lembrar de Abraão, conhecido como “o pai da fé”, o qual foi objeto de um testemunho fantástico ao levar seu único filho para sacrificar ao Senhor. Contudo, o mais importante é que ele tinha fé que Deus providenciaria o cordeiro para ser sacrificado no lugar do seu filho Isaque. Ora, não foi em vão que Abraão afirmou antes de subir ao monte “iremos até lá, mais com certeza voltaremos”, ele não disse eu voltarei, mas, afirma com toda fé, nós voltaremos. ALELUIA!
Entretanto, ainda falando sobre a fé e suas benesses, gostaria de falar um pouco sobre George Müller, um poderoso homem dos tempos modernos, um homem de Deus que mostrou durante toda sua vida o quanto confiava e dependia de Deus. Conforme se depreende em sua biografia, na sua residência habitavam muitos órfãos. O fato deste servo de Deus adotar tantas crianças, atualmente, pode parecer normal. Você pode até estar imaginando: algumas instituições que fazem o mesmo, mas, na residência de Müller havia uma enorme diferença. Se não vejamos, durante toda sua vida passaram por sua instituição cerca de 9 mil órfãos. Querem saber como ele fez para poder manter esses órfãos em todos os aspectos? Ora, reside aqui a grande diferença entre ele e os demais. Durante toda a sua vida ele viveu na dependência do Espírito Santo, ele sabia que o Deus ao qual servia era fiel para suprir todas as suas necessidades. Durante toda a sua trajetória o senhor Müller não pediu ajuda a ninguém a não ser a Deus. Houve dias em que o velho servo do Senhor se quer dispunha de um simples café da manhã. Quando isso ocorria, ele dobrava os seus joelhos e clamava a Deus, e quando menos esperava a providência chegava, não só o alimento daquele dia, mais alimento para vários meses “GLÓRIA A DEUS!”
Neste iterim, observamos um homem que viveu na total dependência de Deus, ao qual o Senhor nunca permitiu faltar nada em toda sua vida. George Müller fala em uma entrevista ao escritor Carlos R. Parsons que tanto glorificava a Deus quando recebia 10 centavos como quando recebia 60 mil, pois ele sabia que Deus iria suprir todas as suas necessidades. Dessarte, uma certa mulher chegou a dizer: “quando George Müller ora, o céu para”. Queridos, isso demonstra a comunhão que este servo tinha com o Senhor, fato que deixa bastante claro que ele não é diferente de nós, a grande diferença é que ele possui o que faltam em muitos que se chama FÉ.
Finalmente, diante da atual conjuntura em que vivemos, precisamos parar um pouco e ponderar onde estamos colocando a nossa confiança, ou mesmo onde temos colocado a nossa fé. Observando homens como George Müller, podemos ver um servo que durante anos soube depender exclusivamente do Senhor. Como seria maravilhoso se colocássemos a nossa fé unicamente em Deus, como é abençoador ver uma pessoa que possui dentro do seu coração a certeza de que Deus é com ele; são exemplos como este que nos fazem pensar um pouco sobre como se encontra a nossa fé.
Qualquer cristão pode desfrutar dessa fé, não se trata de uma dádiva conferida uma vez para sempre, mas de um processo de desenvolvimento que acontece dia após dia, realizado em nós pelo Espírito Santo de Deus
George Müller
Deus vos abençoe!
                                                                                Por: Rodrigo Azevêdo Morais

quarta-feira, 6 de julho de 2011

AMY CARMICHAEL, UM EXEMPLO DE CONTEXTUALIZAÇÃO MISSIONÁRIA

Amy Carmichael (1868-1951), foi uma missionária de ascêndencia européia que marcou indelevelmente a história das missões cristãs em solo asiático. Nascida numa pequena vila na Irlanda no Norte, Amy era a filha mais velha do casal David e Catherine Carmichael, um casal de cristãos presbiterianos.

Em tenra infância a pequena Amy sonhava em ter "olhos azuis", assim como os demais membros de sua família. Ela não conseguia acreditar no fato de não possuir os tão desejados olhos azuis. Certo dia, em sua inocência de criança, Amy se recostou em sua cama e proferiu uma singela oração a Deus - "Senhor, quando eu acordar pela amanhã, faça com que tenha olhos azuis... amém!". Todavia, quando em fim o sol libertou os primeiros raios do dia que se avizinhava, a surpresa - Amy continuava com seus meigos olhinhos castanhos.

A menina, a princípio, não conseguiu conter a resignação que instava em sua mente juvenil. A pergunta que grassava seu coração era: Por que Deus não atendeu ao meu pedido, por que Ele não atendeu minha oração - eu pedi com tanta fé? A garotinha de olhos escuros compartilhou com sua mãe o sentimento que lhe combalia a alma e pesava a mente. Qual não foi sua supresa ao ouvir a resposta advinda de sua querida mãe: Minha filha, Deus também atua através de um não.

Alguns anos depois, Amy contraiu um sério problema de saúde. A enfermidade foi diagnosticada como neuralgia, segundo se sabe, tal enfermidade lhe impingia fortes dores pelo corpo a ponto de lhe fazer convalescer por semanas a fio. Destarte, por suas características físicas, Amy jamais seria aceita por qualquer agência missionária, as quais, no período em questão, possuíam um rígido programa de seleção de candidatos ao campo. Entretanto, mesmo que com uma compleição física tão frágil, Deus tinha grandes planos para vida de Amy.

Desta forma, o ano em que o Senhor começou a mudar as coisas foi o de 1887. O grande desbravador do "interior da China", Hudson Taylor, se recuperava fisicamente na europa para retornar ao seu amado campo missionário; quando fora convidado para falar sobre "Como é a vida missionária" no programa que ficou onhecido nos anais da história como  aConvenção de Keswick (1887). A palestra deixou a jovem Amy sensilvelmente impactada, de modo que a partir dali, ela resolveu se entregar completamente nos braços de Cristo e servir como missionária.

O Senhor abençoou o desejo que fruía do coração de Amy e lhe deu forças para o programa missionário, de modo que ela veio a ser cosiderada apta. O primeiro campo em que Amy fora designada era asiático, embora não fosse especificamente a parte da Ásia em que Deus queria que ela estivesse - se tratava do Japão. Ela ficara cerca de quinze meses na terra do sol nascente, contudo, sentia que aquele ainda não era o "seu local", e, ao fim deste período, se transferiu para o que seria a terra em que lutaria e consumaria sua vida pela causa de Cristo - sua amada Índia.

Uma vez lá, ela se filiou a missão "Zenana da igreja da Inglaterra" e passou a trabalhar com crianças descendentes de pais pobres (miseráveis), os quais, tinham como costume, "vender" seus filhos (dálits) no local conhecido funestamente como "Mercado de Crianças". Em se chegando neste tosco mercado, as crianças tinham os mais variados destinos. As mesmas podiam ser vendidas como mercadoria para troca, para serviços forçados em lavouras ou comércios, para trabalhos domésticos, e, principalmente, em se tratando de meninas, para exploração sexual. Amy ficou profundamente tocada com esta terrível situação enfrentada pelas crianças, de modo que resolveu fundar a "Dohnavur Fellowship". O trabalho desta mulher virtuosa era notável; Amy "comprava" as crianças e as conduzia carinhosamente a seu orfanato (que também funcionava como hospital) transformando através da Palavra de Deus o triste destino dessas crianças, lhes propiciando uma chance de ter uma vida feliz.

Neste ponto, adentramos no assunto que deixou esta grande missionária tão conhecida. Para ter acesso as crianças e finalmente comprá-las, Amy tinha que contextualizar-se. A mesme era européia, tinha pele clara e o comportamento natural de seu país. Não obstante, para conseguir vencer as barreiras culturais que lhe separavam de suas amadas crianças, Amy se vestia como as demais mulheres indianas, se comportava como tal, e, pintava sua pele clara com "pó de café", o qual lhe garantia a cor que precisava para passar desapercebida como indiana no Mercado de Crianças. Segundo consta, Amy chegava a viajar centenas de quilômetros nas estradas inóspitas da Índia para comprar uma criança. O ponto é que se Deus tivesse lhe dado os olhos azuis que ela tanto desejava, Amy estaria completamente impedida de se passar por uma mulher local e finalmente salvar seus amados pequeninos. Ademais, como sua mãe bem lhe ensinou, Deus também trabalha através de um não.

Desta forma, gostaria de lhes chamar atenção para o comportamento de Amy. Como missionária, ela sabia que tinha de transmitir o evangelho de maneira pertinente e significativa, através de símbolos culturais que fossem próximos a realidade indiana, mas que não tivessem qualquer associação a parâmetros sincréticos, de modo que a mensagem do evangelho não viesse a ser comprometida nem diluída pelos mesmos. Talvez o contato que Amy teve com Hudson Taylor tenha contribuído muito para isso, uma vez que, ele ficou muito conhecido nos círculos da época por viver contextualizadamente como chinês (ficamos devendo algo mais específico sobre Hudson)revolucionando, por assim dizer, o comportamento evangelical de sua época.

Portanto, mesmo com seu caráter supracultural, o evangelho precisa ser apregoado através de ferramentas que lhe propiciem os meios necessários para sua compreensão. Boa parte das empreitadas missionárias que foram frustradas ao longo dos anos possuem forte tendência a má contextualização. A bem da verdade, sabemos que o maior incentivador e mantenedor de missões é o próprio Espírito de Deus, no entanto, o próprio Deus "não teve como usurpação o ser igual"; e a si mesmo se esvaziou para nos comunicar sua mensagem da maneira mais perceptível possível - contextualizada. Por esvaziar, entendemos a capacidade que Deus possui de se fazer compreendido e não diminuído. Sendo esta a bandeira que as missões modernas têm levantado.

Finalmente, louvo a Deus por exemplos como o de Amy Carmichael, uma mulher piedosa que fez de sua vida um farol que conduzia e protegia as crianças indefesas da Índia. Um legado poderoso e um exmplo formidável para nossa geração. Amy veio a falecer na Índia - o país que ela amava e pelo qual deu sua vida - com cerca de 83 anos de idade. Após complicações oriundas de uma queda sofrida. Ela chegou a escrever 35 livros cristãos, sendo uma escritora prolífica. Uma vez indagada por uma jovem sobre como era ser uma missionária, asseverou: "A vida missionária é simplesmente uma forma de morrer". Ainda em vida, Amy pediu a seus amigos para não colocarem nada em sua lápide, ao invés disso, suas crianças escreveram "Amma" que em dialeto Tamil significa mãe. 

Por tudo isso, muito obrigado - olhos azuis.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O SENHOR TE CHAMA JOVEM!

Vivemos em uma geração completamente corrupta onde os prazeres do mundo são maiores que os prazeres Espirituais.  Estamos enfrentando momentos difíceis, principalmente com os nossos jovens. As dificuldades de um mundo que jaz no maligno estão aí – vícios, prostituição, prazeres da carne. Além disso, temos os nossos próprios problemas, tais como: Falta de motivação, de renúncia, de santificação [...].

       Percebemos, nos dias atuais, que os jovens estão buscando aproveitar sua juventude se deleitando com os banquetes que o mundo oferece, e isto por conta de um único motivo; sabe qual?  Um vazio que só Deus pode preencher! Mas, infelizmente, isto é de difícil compreensão, pois os jovens estão buscando sua alegria nas baladas da vida, nas mulheres, no dinheiro, onde de fato eles nunca irão encontrar, sabe por quê? As baladas se acabam, as mulheres se esvaem e o dinheiro logo passa. Contudo, a palavra do Senhor permanece eternamente.

Na verdade, as pessoas podem te decepcionar, seus amigos podem te dar valor apenas quando você esbanja dinheiro ou “tira onda” com um carrão. Entretanto, Deus é aquele amigo que está contigo nos momentos mais difíceis da sua vida; Deus não está com você apenas nos momentos de alegria; mas nos momentos mais tristes e difíceis também. Ele estará ao teu lado, te consolando, te dando a mão para te ajudar a levantar e recomeçar. Diante dessas coisas, que possamos parar e refletir. Chega de colocar várias coisas acima de Deus, chega de tentar preencher o lugar que é do Senhor com várias outras coisas. Ele é a maior de todas as bênçãos!
O problema é que temos procurado nossos próprios desejos, nossos próprios sonhos, ao invés de entregar tudo na mão do Senhor e descansar – sabendo que Ele é poderoso para realizar tudo em nossas vidas. Um dos sonhos de muitos jovens é entrar na universidade (ter um curso superior), sem dúvida este é o sonho da maioria. Não obstante, (eles) pensam que quando conseguirem este objetivo estarão completamente preenchidos, não precisando de mais nada nessa vida. Afinal, um curso superior é maravilhoso, você não acha? Pois é, eu também achava. Contudo, não acho mais. O fato é que assim como muitos, (eu) pensava que uma universidade iria me fazer feliz para sempre, mais como disse o profeta Salomão “é tudo vaidade”.
Nestes dias, Deus tem me ensinado que “para ser feliz”, eu dependo exclusivamente d’Ele, e de nada mais. Estou convicto que assim como Ele tem acrescentado em minha vida tudo o mais virá naturalmente. Desta forma, que você possa colocar o Senhor em primeiro lugar na sua vida, na certeza que quando Deus estiver acima de tudo; irá te entregar aquilo que você tanto deseja. Não tenha dúvidas – você será uma pessoa mais que feliz. Se dedique em proclamar a palavra de Deus, tenha amor pelos perdidos, busque ao Senhor todo o tempo, mesmo que você pense estar sem forças. O Senhor é tua fortaleza.
Entretanto, em meio a tudo isto eu gostaria de lhe dizer que Deus conta com você. Deus está à procura de jovens que o estimem de verdade, que estejam dispostos a proclamar o seu reino, jovens que o amem e não ao mundo. Todavia, para nossa tristeza, estamos em tempos onde os nossos jovens estão sendo mais influenciados pelo mundo do que o influenciando – o que é terrível.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” II Tm 3.2-5
A inversão de valores em nossa geração é lamentável. Por causa do grau de envolvimento com o mundo, o jovem tem sido um dos mais prejudicados. Em conseqüência; a igreja tem sofrido grandemente no que diz respeito aos vocacionados. Como resultado, o que vemos são jovens que amam mais os prazeres carnais do que a Deus, sendo, talvez, a razão de termos salas de seminários vazias, bancos de igreja sobrando e pessoas perecendo num mundo tenebroso.
Desta forma, o que nós que “ainda restamos” estamos fazendo? É hora de levantar e combater este mundo jovens! Não podemos perde nossa geração, não podemos entregar nossa geração nas mãos do maligno!
Eu vos escrevi, mancebos, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e vencestes o maligno”. I Jo 2.14b
Se você é um jovem que ama ao Senhor, minha oração é para que Deus te conceda amor pelas almas perdidas. Oro para que Ele te faça compreender o que de fato é importante em sua vida, te dando forças para descansar na certeza de que as demais coisas vos serão acrescentadas. Oro para que o Senhor te motive e te faça compreender que nós só temos essa geração, de modo que não podemos nem "pensar" perdê-la, pois, uma alma vale mais que o mundo inteiro. Se liga,
                    ...este é o chamado do Senhor.
Deus vos abençoe!                                                                      
                                                                    Por: Rodrigo Azevêdo Morais

domingo, 12 de junho de 2011

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA PARA OBRA MISSIONÁRIA

Hoje, estarei me baseando no texto de Jó 1.1-3. Jó, sem sombra de dúvida é um legado sólido de alguém que em sua vida comunicava verdades extraordinárias, verdades estas, que até hoje contribuem consubstancialmente para o fortalecimento de muitas vidas e ministérios. Por pensar em fortalecimento, tendo como epígrafe o tema “A Importância da Família para Obra Missionária”, resolvi, para discorrer sobre o tema, destacar, dentre as várias características insofismáveis que emanam da vida deste homem “íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal”, pelo menos três, que ao meu ver, seriam uma resposta plausível a todo este atabalhoamento teológico que temos visto em nosso amado meio evangélico.

Como primeira característica eu destacaria a “Motivação”. Ora, não há que se reprisar a indubitável tragédia a que se incorreu o nobre Jó, por causa das ardilosas armadilhas de Satanás. Conforme nos assevera o texto, sendo Satanás acusador como é, estando presente em dado momento diante do Deus todo Poderoso, foi indagado por Deus acerca da postura incomparável de Jó. Por causa disso, numa simplória tentativa de macular os poderosos propósitos de Deus na vida do mesmo (como se fosse possível), questiona a Deus a cerca de todo o legado possuído por Jó, e se não seria este o motivo para tanta abnegação e zelo. Para prová-lo que não era o caso, se bem que Deus não precisa provar nada a quem quer que seja, num ato muito mais propício à posteridade do que a esdrúxula indagação de Satanás, Deus o permite (a Satanás) tocar em todos os bens de Jó, não lhe permitindo, porém, tocar-lhe fisicamente. Uma vez com suas ordens, Satanás deixa a presença de Deus e com sua permissão destrói completamente não só todos os bens que Jó possuía, como também, a toda a sua família, com exceção de sua esposa. Mas, para Glória de Deus, como de fato sempre foi essa a tônica dos fatos, ao fim de toda esta tragédia a postura de Jó foi sem precedentes. Após um relato fatídico protagonizado por seus servos, os quais ainda em pânico o colocavam a par de tudo o que o acontecia, sem titubear, este prolífico homem de Deus “se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou”. E num ato de pura deferência a Deus, alçou voz num primeiro arroubo de fé que insiste em ecoar pelos séculos que se seguiram: “Nu sai do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”. Diante de tamanha barbárie, Jó, com seus lábios, não pecou, tão pouco atribuiu a Deus falta alguma. Isto sim é o que podemos chamar de “caráter inabalável”. Errou Satanás ao achar que a motivação de Jó estava em seus bens, pois, conforme nos asseveram estas palavras tão impactantes, o coração de Jó não estava nos bens que possuía, mas em Deus. 

A própria postura de Jó, faz coro a poderosa afirmação do Apóstolo Paulo e pode ter sido um dos motivos de sua reflexão: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mais Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo, na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus” Gl 2.20. O apóstolo com este texto belíssimo nos fala acerca da correta motivação de um servo; tudo quanto nós encontramos no caráter de Jó. Sendo assim, eu vos pergunto, qual tem sido a motivação de nossa geração? Infelizmente a Teologia da Prosperidade está aí para nos responder! Como primeiro ponto, assevero que se realmente quisermos ser uma resposta a tudo quanto estamos vendo em nosso evangelicalismo (falo daqueles que abandonaram o legado da reforma) precisamos fazer com que nossos jovens, que serão os futuros ministros da igreja, trabalhem impulsionados pela motivação correta. E que o Senhor nos proteja de ministros que prefiram receber o seu galardão por aqui. Por isso, fora com o pragmatismo que tem avassalado os púlpitos; fora com o hedonismo que gera vocacionados mais preocupados com suas auréolas do que com as almas dos homens; fora com a Teologia da Prosperidade e sua peçonha; fora com o Teísmo Aberto, com a Teologia Relacional, com a teoria da Evolução das Espécies; com o Liberalismo Teológico e tudo o mais que procure, conforme as mentes depravadas dos homens, deturpar o Glorioso Evangelho de Jesus Cristo. Que toda motivação que não almeje a Glória de Deus seja anátema! Para que a nossa família contribua para o fortalecimento da sociedade e para que os nossos jovens aspirem, como antes, as “Regiões Celestes”, precisamos da motivação correta! 

Em segundo lugar, destaco como uma poderosa qualidade inerente à personalidade de Jó a “Disposição”. É certo que nosso Deus é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado (Na 1.3). O fato de se encontrar na qualidade de culpado na presença de Deus é algo terrível, todavia, o contrário também é deveras interessante, pois, conforme percebemos no testemunho de Jó, ele sabia que nada tinha feito para se encontrar em meio à tão intensa tempestade, por isso, ousadamente ele aspirava por uma oportunidade de indagar a Deus o porque de tanto sofrimento (não que exista alguém auto justificado, mas quando o pecado é tido como algo vexoso, tudo o possível é feito para evitá-lo, eis o porque da surpresa de uma conseqüência não produzida). Dizia Jó: “Ah se eu soubesse que o poderia achar! Então me chegaria ao seu tribunal” Jó 23.3. Saber o que procurar diminui em muito o nosso esforço em busca de algo. Neste ponto, encontramos um problema delicado, o qual tem contribuído indelevelmente para apatia espiritual de nossa época, a falta de referênciais. Nossos jovens estão morrendo de inanição teológica. A má disposição de muitos homens que se auto intitulam “Servos de Deus” têm fomentado terríveis referenciais teológicos. Tais homens com sua vida e teologia parecem fazer coro à famosa frase de Nietzsche: “Deus está morto”.

Não é preciso muito esforço para se refutar esta afirmação estapafúrdia. O problema não está em Deus, mas nos homens. “Homens mortos tiram de si sermões mortos e sermões mortos matam”. Referencial de nada serve se o desejo de dispor-se não brotar do coração. As famílias precisam urgentemente fazer com que os jovens voltem a se apaixonar pela vida ministerial, precisam reabrir a velha fábrica de missionários chamada “Lar Doce Lar”, precisam reacender a chama fulgurante que a muito aquiesce no coração de nossos jovens e que os consumia de desejo para entregar-se completamente a “Excelente Obra”. O fato é que nós temos desafeiçoado a mais plena de todas as vocações, que é a ministerial. Nossa resposta a esta geração têm sido paupérrima. A verdade é que nós temos produzido jovens que perderam o idealismo, a paixão e o fulgor. E este mal não tem sido produzido em laboratórios sofisticados custeados pelos demônios, não. Tem sido produzido nos lares. Que se retire da mente de nossos jovens que missão é sinônimo de miséria. Que se retire da mente de nossos jovens que missão é sinônimo de frustração. E que se pregue mais uma vez nos esquecidos cultos domésticos à “Glória” que é servir a Deus como poderosos Embaixadores do Céu. Que nossas mentes mais dinâmicas sejam tributadas a Deus, que nossos jovens mais zelosos sejam consagrados ao resgate dos perdidos, que as mentes mais promissoras funcionem para a Glória de Deus, que haja incentivo em meio às famílias e que estas não descansem enquanto a seara perecer por falta de seifeiros. Precisamos restaurar em nossa geração uma disposição que os inflame por almas.

Para que isto aconteça, creio que a única saída é restaurarmos no seio das famílias uma poderosa paixão pelas Sagradas Escrituras. Lembremo-nos do conselho do decano dos apóstolos “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a Palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno” I Jo 2.14b. Para sermos uma família forte precisamos voltar a Palavra de Deus. Jó era um homem disponível porque conhecia o motivo de sua força: “nas suas pisadas, os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho, e não me desviei dele. Do preceito dos seus lábios nunca me apartei, e as palavras de sua boca prezei mais do que meu alimento” Jó 23.11-12. Jó sabia que só existia para servir a Deus. A semelhança de nosso Senhor Jesus Cristo que disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” Jo 4.34. Que belíssima afirmação. Cristo asseverava que a única coisa que o mantinha firme e lhe restaurava as forças (propriedade dos alimentos) era cumprir o pleno desígnio que lhe fora outorgado por seu Pai. A única coisa que Ele tinha a fazer era dispor-se. Nossa família precisa dispor o que possui de melhor a Deus.

Por fim, outra característica poderosa deste corifeu da fé é sem dúvida alguma a “Perseverança”. “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” Sl 126.6. Após a perca de todos os seus bens e de todos os seus filhos; este homem de Deus ainda teve que atravessar o tenebroso “vale da sombra da morte”. Diz o livro que leva o seu nome que diante de mais uma derrota, Satanás sugestiona a Deus que se tocado na “pele” Jó blasfemaria abertamente. Conhecendo seu servo, e na eminência de mais uma vez Glorificar o seu nome, Deus o permite. Ato contínuo, outra vez de posse de suas ordens, Satanás fere a pessoa de Jó com tumores malignos que o acometiam desde a planta do pé, até o alto da cabeça. Jó, tendo em vista seu estado, sentado em cinzas raspava-se com um caco. O que nos chama a atenção é que sua mulher, que tivera perdido todos os seus bens além de todos os seus filhos e todos os seus criados, ao ver o seu amado marido naquele estado caótico, não resiste a tamanho sofrimento e num ato muito forte assevera: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” Jó 2.9. Por causa do terrível mal lhes afligido, a mulher de Jó, que não tinha sua estrutura, não resistiu e sucumbiu. Entretanto, Jó não se deixou levar e mais uma vez prorrompeu num segundo discurso que a semelhança do primeiro tem servido de estímulo e refrigério para milhares de pessoas ao longo dos séculos: “Falas como qualquer doida; temos recebido o bem e não receberíamos o mal?” Jó 2.10. Jó possuía uma Perseverança belíssima.

Precisamos fazer com que as famílias instruam-se sob a égide deste tipo de testemunho, angariando forças de exemplos como este. Pois, a batalha que nos espreita é terrível e só um soldado bem preparado prevalecerá. Gostaria, a título de exemplo, de citar um livro escrito pelo Pastor John Pipper, “O Sorriso Escondido de Deus”, neste livro ela fala circunspecticamente acerca de três compenetrados homens de Deus. Mas, tendo em vista o espaço, gostaria de citar-lhes ao menos um, nosso amado irmão John Bunnyan. Este homem, apaixonado pelo Senhor como era, não acolheu a ordem que lhe impingia a obrigação de comunicar a Cristo tão somente de sobre o púlpito, e saindo pelos campos e montes propagava a Cristo com um ímpeto tão contagiante que as pessoas rendiam-se a Cristo em converções tão singulares que chamaram a atenção dos clérigos. Estes, enciumados pela presença de Deus na vida de Bunnyan, acharam por bem manietar-lhe no cárcere da prisão. Todavia, o que mais o afligia não era a prisão em si, mas, ter que ver pelas grades gélidas de sua fétida cela, a sua amada filha, que cega, mendigava à rua que ficava em frente à torre. Que visão lastimosa! Talvez qualquer um de nós tivesse se recolhido a um sentimento de auto comiseração que desaguaria numa profundíssima depressão. Mas, Bunnyan não. Este buscou forças em Deus, e, de posse de uma pena, um cadinho de tinta e algumas poucas folhas clivadas, escreveu o livro que excetuando-se a Bíblia é o mais lido do mundo, o aclamado “O Peregrino”. Que exemplo de uma poderosa perseverança.

Concluindo, oro para que o Senhor da seara nos impulsione a vencermos os desafios que nossa geração nos impõe. Que as características exaradas do testemunho de Jó nos impulsionem a vencermos a inércia que insiste em nos afastar do embate. Que o Senhor por seu irresistível poder nos torne mais uma vez visionários inflamados, ávidos por um mundo melhor, mais saudável e iluminado. As circunstâncias nos são contrárias, o inimigo tem se fortalecido, e às vezes até avançado. Entretanto, jamais será adversário a altura da “Igreja do Deus Vivo, Coluna e Baluarte da Verdade”. Que haja sempre em nossos catecúmenos motivação, disposição e perseverança, pois, “a esperança e a chama da fé não se apagarão, enquanto jovens idealistas houver, e de vasos de barro, o Senhor nos suscitar grandes exemplos. Eu também tenho um sonho!”. 

A Família é importantíssima para obra missionária!